sexta-feira, 17 de setembro de 2010

trabalho no lixo

Digo muitas vezes, meio a sério meio a brincar, que trabalho no lixo. E digo-o porque é, e não é verdade.


É verdade no sentido em que a minha função é dizer às pessoas o que fazerem com algumas das coisas que já não querem (vulgo, lixo).

Não é verdade, primeiro porque estou sentada à secretária o dia todo e não ponho as minhas mãos em nada que possa ser considerado lixo, e segundo porque aquilo que as pessoas já não querem nem precisam não é lixo, são excelentes matérias-primas para fazer coisas novas. Muitas coisas novas.

Digo que trabalho no lixo, principalmente nos dias que me correm menos bem. Quando estou cansada das inevitáveis “chatices” que todos os empregos nos trazem. Uns mais do que outros.

Lembro-me bem quando entrei há 11 anos atrás. Senti que ía fazer parte de um projecto especial. De um projecto que fazia a diferença. Não era só um emprego. Não era só um peão a criar valor financeiro a um grupo accionista. Era um projecto do e para o mundo. Era acordar de manhã e saber que estava a trabalhar em prol de um bem maior. E ainda me pagavam para isso!

Em alguma altura do processo, esqueci-me de todas estas coisas. Passei a encarar o meu emprego como um emprego. Esqueci-me que aquilo que faço todos os dias pode mesmo fazer a diferença. Deixei de conseguir pôr de lado todas as nuances menos boas, todos os esquemas que existem no mundo do trabalho, todas as injustiças, amarguras e preocupações.

Muitas das pessoas que vou encontrando, falam do seu trabalho com um enorme orgulho. Com verdadeira paixão e dedicação. E eu fico a pensar porque não o faço. Tenho todas as razões do mundo para ter orgulho no que faço. Para acordar de manhã e vir trabalhar com a certeza de que, se não for por mais nada, pelo menos faço-o pelo mundo.

E lembrei-me disto no dia em que  finalizámos um projecto que permitiu fazer ainda mais, desta vez por quem tem muito menos. Nesse dia, tudo fez ainda mais sentido e eu percebi que tenho do que me orgulhar.

Trabalho há 11 anos na Sociedade Ponto Verde. A minha função é dizer a todos os portugueses que reciclar as embalagens usadas é importante para o mundo. É poupar energia, é poupar matérias-primas, é reduzir o espaço ocupado pelos aterros, é criar de novo, é fazer de cada coisa um ciclo interminável e perpetuar o que nos vai passando pelas mãos, é poder reencontrar o que já foi nosso mas numa outra forma. É fazer um bocadinho pelo ambiente que nos rodeia e que todos já sabemos que precisa de ajuda.

Sim, trabalho no lixo. E tenho muito orgulho nisso!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

horário de (para) crescidos

A filha está tão crescida que até já tem direito a horário na porta do frigorífico com as actividades da semana.

Os Pais estão tão birutas que já só lá vão com o horário pespegado na frente dos olhos para não se baralharem com os dias das actividades.

O horário, esse, está tão lindo que era uma pena não o pôr também aqui!




quinta-feira, 9 de setembro de 2010

sonhos 1 #


A menina do andar de cima saltou pela janela para a rua para vir ter comigo.

Os amigos vieram (quase) todos de surpresa para um "Querido, mudei a casa"- numa casa que não era exactamente a minha - mas eu não os queria lá porque tinha acabado de chegar do ginásio, estava suada e precisava de tomar banho.

Deixei-os em casa e de repente estava a passear pela Praia da Areia Branca onde havia muita água e algumas casas estavam destruídas.

Afinal estava ali para uma mini acção de team building onde não cheguei a  participar porque o sonho acabou.

Logo à noite há mais.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

a culpa é da cabala

Tenho para mim que quem continua a afirmar que tem dúvidas sobre a culpabilidade do Carlos Cruz no tão famoso processo Casa Pia, das duas uma: ou anda nesta vida a ver passar os comboios, ou gosta de o dizer para passar a imagem do "olhem-eu-tão-crédulo-no-ser-humano-tão-ingénuo-e-inocente-ando nesta vida"!

A culpa disto tudo é da "cabala". Essa gaja é que os tramou a todos, foi isso....

pedras de leitor

Um dia, olhando para o Tejo, Madalena Benusan imaginou pequenas criaturas sobre as rochas adaptando as suas formas a cada uma delas em busca da posição ideal para a leitura. E assim nasceram as "Pedras de Leitor".

Hoje os pequenos leitores saltam para telas coloridas e, sempre com a mesma energia, procuram alcançar o seu objecto preferido. O LIVRO!


Esta é minha, perfeita!
Livro e música.
E não acabo o ano sem um quadro na parede.
As peças são simplesmente MARAVILHOSAS!