sexta-feira, 8 de março de 2013

às mulheres da minha vida

à que me deu a vida e me acompanha em todos os momentos, mesmo quando não está ao pé de mim.
à que que cresceu comigo e partilha as memórias que só nós temos.
ao (pouco mais de) metro de gente, que me enaltece a condição.
aquela que corre no meu sangue, não tendo o meu sangue de verdade.
à caçula mais forte que eu conheço e que é uma fonte de inspiração.
às que estiveram comigo e que agora voltaram, e me fazem acreditar que a amizade não tem tempo nem tem espaço.
às que todos os dias dão amor, carinho e ensinamentos à minha filha.
às que me têm acompanhado nas viagens e nunca sairam a meio.
às que só agora encontrei, mas que parece que conheço da vida inteira e me (re)lembram que há por aí muita gente que vale a pena conhecer.
às que partilharam tantas horas dos meus dias, durante tantos dias, que me ampararam as quedas e riram alto comigo.
às que me magoaram,porque me fizeram mais forte.
aos homens que nos respeitam.

https://www.youtube.com/watch?v=XTb9GNIxpMk

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Dia 2 # O ingresso nas fileiras

9h34m

Carrego no botão verde do dispensador de senhas.
"Inscrições. Reinscrições. Subsídios. Procura activa de emprego".

Sou o número 480.

Olho mais atentamente para a senha e deparo-me com o tempo de espera: 4h39m!

Olho novamente. Não sei bem que cara terei feito. Lembro-me de ter aberto muito os olhos. E de ter aberto a boca também. De tal maneira que o segurança me veio perguntar se tinha alguma dúvida. Respondi-lhe que não. Que estava apenas espantada com o tempo de espera indicado. Ele viu o meu número e disse:" Ah pois, é o 480. Tem 80 números à frente. Já só é atendida lá para a tarde!"

Não é que eu não contasse. Mas tinha a secreta esperança de que não demorasse tanto.

Felizmente fui precavida com um livro que me levasse o tempo sem dar por ele, a agenda para me ir organizando e um caderno para as ideias que pudessem surgir. E Cascais é sempre um belo sítio para se dar um passeio. Frio e Sol. Perfeito. Com a Baía em modo de espelho.

Quando vemos nas notícias a percentagem sempre a subir, fazemos um ar preocupado. Mas quando essa percentagem ganha cara e ganha corpo, deixamos de lado o ar preocupado e passamos a sentir dentro do peito um aperto pequenino. E ficamos sem saber muito bem o que pensar.

Para muitos não há terra à vista.

Eu, não tendo ainda terra à vista, tenho pelo menos uma rota.

Só espero não ser como o Pedro Álvares Cabral que se enganou no caminho e foi parar a outro lado. Ainda assim, descobriu a terra que foi destino de muitos portugueses durante anos, e que surge novamente como um dos locais onde tantos outros renovam a esperança num futuro melhor.

Seja ´"Índia" ou "Brasil",  eu vou. A viagem começou.

14h48m.

O ecrã electrónico indica o número 480.Não passaram as prometidas 4h39m, mas sim 5h14m.

E lá ingresso nesta fileira, que ninguém sabe bem onde vai parar.




segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Dia 1 # A Receita


Dose e meia de coragem
Meia dose de loucura
4 doses de determinação
2 doses de objectivos
Estupidez q.b.

Mistura-se tudo muito bem (na Bimby se tiverem a oportunidade, à força de braço se não houver outro remédio).
Vai ao forno o tempo que for preciso.
Quando estiver no ponto em que, mais um bocadinho e começa a queimar, é tirar.
Espera-se que arrefeça e desenforma-se.

Et voilá!

Deixamos tudo para trás e começamos de novo.

Simples, não?!




quinta-feira, 18 de outubro de 2012

chamar à pedra os culpados (porque responsabilidade é coisa que não se vê aqui)

Sou pessoa para querer sempre encontrar soluções e deixar de lado a procura incessante de culpados. Acho, regra geral, um enorme desperdício de tempo e energia, que pode ser canalizada para melhorar o que está mal de forma mais célere.
Mas tudo tem o seu limite.
Somos " um país de brandos costumes". Somos "um povo sereno". Até quando?
Começam a levantar-se ondas de extremismo, que temo que vão levar a resultados muito negativos para a sociedade e consequentemente para cada um de nós.
Nesta situação em particular, acredito que é tão importante encontrar culpados como é encontrar soluções. Mas não basta encontrar culpados. é preciso puni-los exemplarmente, de forma a que os que vêm a seguir pensem duas vezes antes de tentarem fazer igual.
Os responsáveis pela crise actual são todos os governantes que ao longo de 38 anos, acumularam má gestão, corrupção, roubo, interesses, lobbies e falta de respeito pelo povo que deviam defender.
Os responsáveis pela crise actual são todos os Presidentes da República que tivemos, todos os Primeiros-Ministros e todos os Ministros que nos andaram a governar (e a enganar) sempre com um sorriso na cara, defendendo a "liberdade" e a "democracia" com um sorriso que, vemos hoje, era hipócrita.
Não podemos continuar sem perguntar um a um, olhos nos olhos: o senhor não viu isto a acontecer? É que, se não viu, pode não ser um pulha, mas é sem sombra de dúvida um grande incompetente.
Chamemo-los pelos nomes. Chamemos à pedra o Sr. Cavaco Silva, o Sr. António Guterres, , o Sr. Duraõ Barroso e esse outro com nome de filósofo, e todos os outros antes destes e perguntemos-lhes directamente: o senhor andava à dormir, ou simplesmente andou-se a borrifar para as contas do Estado, para o buraco em que estávamos a entrar ano após ano e nada fez contra isso?
Quem tem a coragem para o fazer? Qual dos meios de comunicação tem coragem para chamar estes senhores para um debate e exigir-lhes explicações? Quem tem a coragem para lhes perguntar, olho no olho: o senhor serviu os interesses do Estado, ou serviu os seus próprios interesses? Quem tem tomates para ir a Paris e interromper o jogging do Sr. José Sócrates para lhe perguntar até quando vai ficar "exilado" a viver principescamente, sem mostras de qualquer remorso por ver um povo inteiro a penar quando tem os bolsos cheios do nosso dinheiro?
Infelizmente não sei qual é a solução para Portugal e para os Portugueses. Mas sei exactamente quem são os culpados. Sei como se chamam e é fácil saber onde moram. Aposto que há quem saiba os Bancos em que têm contas, em Portugal, ou no estrangeiro. Podíamos começar por ir buscar esse dinheiro e fazíamos as contas a partir daí!


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

yes, i do